 
Lá pelos anos 60, os raros médicos da região, clínicos e operadores, ainda tinham que ocupar-se de tudo. No cortejo dos pacientes vez por outra aparecerem casos que tiveram como primeiro cirurgião da época, entre eles os notáveis "operadores" Oswaldo Feier e Roberto Fleischhut, este originário e com formação na Alemanha, um dos pioneiros de Lajeado e região. Nos anos 70 os atendimentos das deformidades de face passaram a ser referendos aos "médicos de cabeça", entendidos como tal os que se ocupavam de patologias do segmento, em especial os "oftalmootorrinolaringologistas". Tendo chegado a Lajeado para exercer "otorrinolaringologia e anestesia". O Dr. Wilson Dewes "herdou" a incubência do atendimento aos fissurados, tendo posteriormente a contribuição do cirurgião plástico Dr. Roberto Camazzoto, um dos primeiros a prestar atendimento regular da especialidade na região.
O portador de fissura lábio-palatina e demais alterações crânio-faciais requer não só uma suplementação técnica dos profissionais, mas acima de tudo, um complexo de serviços paralelos e complementares alicerçados no desprendimento e dedicação onde aspectos emocionais e afetivos, como se pode depreender, têm componente importante. E este sentimento levou o Dr. Dewes a liderar a criação de uma entidade multidisciplinar, cujas origens tem o impulso do Dr. Silvio Zanini, na época Diretor do Departamento de Cirurgia Craniofacial do Centrinho de Bauru. Reunindo um grupo inicial, entre seus participantes o Dr. Lucildo Drebes, a fonoaudióloga Maria Isabel Knack, a psicóloga Ana Lúcia Martini, os odontologos Eliseu Dallé, Celso Bertóglio, geneticista Rosane Girardi, a assistente social Rosane Aléssio e o cirurgião Wilson Dewes, partiu-se para o primeiro estágio no Centrinho, que culminou com a criação em 1991 da FUNDEF, Fundação para Reabilitação de Deformidades Crânio Faciais.
Aspecto importante e fundamental foi o apoio do Hospital Bruno Born, cuja diretoria tendo presidente o Sr. Rubens Tietze e como gerente-administrativo o Sr. Vergilio Goerck, com significativo empenho para a viabilização do projeto. Há quase ressaltar-se também a participação da escritora Maria Jaesper, que também como advogada elaborou o modelo inicial dos estatutos, que aprovados pela Procuradoria Geral da Justiça, credenciou e viabilizou em 1993 o funcionamento "legal" da Fundef. Restava, todavia, o reconhecimento técnico o que, graças a Visita de Inspeção do Dr. José de Freitas Gastão (carinhosamente chamado de tio Gastão) em 22.03.1999 fomos também credenciados a nível nacional como entidade para atendimento especial.
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